A Faculdade Integrada Brasil Amazônia (FIBRA), apresentará em seu auditório, nos dias 11, 12 e 13 de novembro de 2016, às 19h, o espetáculo “FACE NEGRA FACE – A HISTÓRIA QUE NÃO FOI CONTADA, direção e produção de Edson Catendê e Emanuell Black.

DATA: 11, 12 e 13 de novembro, às 19h;

INGRESSO: R$ 20,00 (inteira); R$ 5,00 (alunos da FIBRA);

DIRETOR GERAL E ARTÍSTICO: Edson Catendê;

DIRETOR DE PRODUÇÃO: Emanuell Black;

DIRETOR MUSICAL: Pereira Albuquerque;

ATORES: Bruno Correa; Diego Amador; Edson Catendê; idália teles; Shirlena Marabilis; Marlene da Silva; Emanuell Souza.

RELEASE

O espetáculo traz a contradição da escravidão e vida na trajetória histórica dos africanos e seus descendentes no Brasil, em quatro atos. Um resgate da verdadeira memória coletiva com o protagonismo negro, pois são inumeráveis os registros sempre negados de enfrentamento do povo negro à exploração e ao genocídio. A tradição ancestral contribuiu de forma relevante na readaptação da simbologia e dos códigos vitais, que foram e são os marcos regulatórios essenciais para continuarmos vivos, bem como ao estabelecimento e à construção de uma nova identidade, mesmo sob condições desfavoráveis, quanto as que nos foram impostas ao longo desse tempo tão cruel, que parece infinito. Fomentando e difundindo ações que promovam mudanças conceituais nos discursos ideológicos, posturas e respeito às diferenças, possibilitando, com isso, um não a discriminação, um não ao racismo e assim buscar a equidade para que a convivência harmônica entre os povos seja realmente concretizada.

1º ATO – DA AFRICA AOS TUMBEIROS: Retrata a África como o berço da humanidade onde tudo começou. Um Continente rico em saberes e tradições formado por uma admirável diversidade étnica. A presença dos Griot, poetas contadores da historia da tradição de seu povo reverencia o continente com textos que afirmam a importância da África para o mundo em contrapartida a visão dos Colonizadores que insistiam em negar os valores civilizatórios africanos. Enfim a invasão do Continente Africano, o massacre de um povo até a chegada ao Brasil nos navios negreiros, chamado de tumbeiros.

2º ATO – DO LEILÃO AOS QUILOMBOS: O Homem sendo negociado como mercadoria, reduzido a coisa, objeto e o “Repudio da Raça”, poema de Ana de Olinda, é um dos pontos alto do ato que ainda enfoca todos os amalgamas da “ESCRAVIDÃO” inclusive a Violência sofrida pelos cativos. A negação constante do sistema expressa nas atitudes dos negros escravizados através de enfrentamentos, formas de organização e a fuga para os quilombos, recodificando símbolos e as energias vitais que foram cruciais na garantia da sobrevivência.

3º ATO – DOS QUILOMBOS A FALSA ABOLIÇÃO: O Aquilombar era o verbo da negrada. Aí os “senhores” sentiam na pele e no bolso.  Foram vários que se formaram durante o Brasil colônia, além das constantes Insurreições onde a liderança negra é que traçava as estratégias. A luta por liberdade continuava. As leis internacionais proibiam o tráfico e o Brasil foi um dos últimos a decretar. A abolição da escravatura foi um grande engodo, pois não oportunizou os ditos “libertos”, jogou-os a outra forma de escravidão.  Sem casa, sem terra, sem emprego fomos pra favela, empregados domésticos e subempregos. O ato é concluído com o poema do Vilmar Alves, “Para que estas rosas não desapareçam”, que esclarece de forma contundente o legado deixado pelos escravocratas brasileiros para o povo negro.

4º ATO – DA PÓS-ABOLIÇÃO Á ATUALIDADE: Uma análise critica do que foi reservado para a população negra brasileira. O Racismo servindo como elemento funcional do capitalismo. A luta do movimento negro em busca de políticas de ações afirmativas que possam contribuir para redução da precariedade em que se encontram essas populações. A luta contra o racismo institucional. O genocídio da juventude negra. O Negro como protagonista de sua própria historia. A negritude no mundo lutando por ocupação de espaços. Não ao racismo, Não a intolerância Religiosa. A Escravidão é crime, é genocídio.

MAIS INFORMAÇÕES

Coordenadoria de Investigação Científica, Pós-Graduação e Extensão da FIBRA - Av. Gentil Bittencourt, 1144 (entre Generalíssimo Deodoro e 14 de Março). Fones: 3205-1837 / 98896-5689.